Correctamente Hippeastrum, a Amarilis produz enormes bolbos que originam flores também muito grandes e vistosas em forma de funil cuja cor varia do branco puro ao vermelho escarlate com algumas variantes matizadas.
Os bolbos podem ser adquiridos nas lojas de plantas, floristas e hipermercados e aparecem em caixas ou sacos de uma única unidade, em alguns casos também se podem adquirir já plantados e no inicio do aparecimento das flores e folhas.
Geralmente estes já plantados são os que colocamos dentro de casa num bonito "cachepot" em cima da mesa ou num canto que precise de cor extra. Não precisam de cuidados extra nesta fase podendo apenas ser regados certificando-nos de que não os deixamos com excesso de agua que poderia apodrecer o bolbo. Caso optemos por os plantar, não os devemos enterrar completamente mas só até metade ou deixando a ponta dos mesmos exposta.
Quando finaliza a floração temos um belo ramalhete de folhas longas que não devem ser cortadas pois a planta precisa delas para alimentar o bolbo e assim no ano seguinte nos voltar a surpreender com as suas magnificas flores. Nesta altura caso possível deveríamos colocar o vaso no exterior e deixar que absorva todos os raios de sol possíveis. O sol activa drasticamente a cor das flores.
Em exterior é uma planta gulosa de sol e de agua podendo deixar-se ficar todo o ano na rua e não voltando a mexer, obviamente que as regas de inverno serão unicamente para que a terra não seque por completo mas mesmo que assim seja não será por isso que ela deixará de voltar a florir no ano seguinte.
Tal como todas as plantas possuidoras de bolbo, existe a necessidade de uma fase de repouso que pode ser natural (em exterior) ou forçada (interior) mas não tem que ser assim também.
Sempre a tive dentro de casa na época de floração que dura algum tempo e depois desta colocava-a numa janela a sul e ia reduzindo ao fim de um mês normal a pouco e pouco a rega ate que acabava por deixar secar o torrão colocando-a depois num armário para a retirar depois na época seguinte quando ela própria se prepara para começar e despontar e recomeçar tudo de novo.
As flores podem ser cortadas e colocadas em jarras mas pelo seu tamanho e peso não têm uma boa colocação na mesma, no entanto devemos ter em conta que o pé não deve ser afogado em agua mas apenas na quantidade necessária e ser mudada todos os dias.
O polen que liberta pode sujar o espaço em volta e por isso algumas pessoas têm o habito de com uma tesoura cortar as pontas do mesmo, de notar que esse processo diminui a duração das flores.
Muitas vezes para se tentar uma nova cor de flor ou mesmo uma flor dobrada, pode fazer-se a polinização directa num processo muito simples de executar...
Com um pincel de maquilhagem ou mesmo com um cotonete de algodão deve retirar-se o pólen (parte masculina) da flor escolhida e colocar sobre a outra flor na parte feminina quando esta estiver pronta para o receber, geralmente este estado é indicado por alguma viscosidade na ponta da mesma, viscosidade essa que fará aderir o pólen.
Para evitar que algum insecto ou mesmo o vento fertilize inadvertidamente as flores escolhidas por nós, ás mesma devem ser retiradas os estames, as partes masculinas que produzem o pólen. Muitos produtores de Amarilis chegam inclusive a colocar um saco de plástico a isolar a flor para terem maior garantia de pureza na experiência.
Passado algum tempo a flor irá morrer e uma transformação acontecerá... A base de cada flor irá inchar bastante em três cápsulas que na altura certa se romperão para mostrar um interior negro, as sementes...
As sementes não são mais do que micro-bolbos embrulhados numa película negra que parece uma folha de papel.
As sementes quando totalmente maduras devem ser "lançadas" á terra e esperar que brotem. O processo de crescimento é lento e até aparecerem as primeiras flores podem decorrer entre três e cinco anos, mas o resultado do cruzamento pode ser surpreendente, pois existem inúmeras variedades de forma e cor que ainda não estão comercializadas e somente pertencem aos seus criadores.
Curiosidade: esta planta também é conhecida pelo povo, com o nome de Noras e Sogras, talvez pelo facto de as flores estarem sempre opostas e de costas umas para as outras...