PLANTAS DE CASA

Formas na versão do utilizador de observar e cuidar de plantas de interior.

Diversos assuntos serão abordados neste blogue destinado a todos os que gostam de plantas e que somente possuem uma pequena varanda ou o espaço interno da casa para as colocar.

De uma forma simples, irei revelando pequenas dicas e conselhos sobre como desfrutar melhor das mesmas pela auto experiencia e observação de resultados de outras pessoas que jamais compraram um livro de plantas ou de jardinagem.

Por todo este blogue é possivel tambem encontrar outros textos relacionados com plantas e links direcionados a outras paginas de grande interesse sobre este assunto, visita-os para informações adicionais!...




EEem.

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11/09/09

BALADONA

Beladona-falsa
Nome científico: Amaryllis belladonna.
Família: amaryllidaceae.
Também conhecida por: Amarilis, Var.; Beladona; ou Sogras e Noras
Altura: 30 cm (60cm. max.).
Originária: África do Sul, duma zona rochosa do Cabo.

Planta de exterior e semi-sombra, apesar de tambem gostar de sol directo.
Fica linda, plantada em redor de troncos de arvores velhas onde o nascimento das flores dá um toque muito especial.


É muitas vezes encontrada em canteiros e vasos colocados perto de casa, onde o seu adocicado cheiro envolve as habitações e os passeantes.
Dá folhagem em Março que se mantem alguns meses sem flor alguma. Esta folhagem seca e lá para Setembro ou nos meses seguintes surge uma haste com a bela e aromatica flor da beladona que nasce sem uma unica folha.
Neste período o bolbo fica dormente.
Os bolbos são grande com 5 a 10 cm. de diâmetro (Atenção que podem ser confundidos com cebolas e são extremamente tóxicos).

É uma planta rustica e quase que não precisa de cuidados se estiver plantada livre no campo, mas em jardim ou quando em vasos, regue parcimoniosamente até aparecer as folhas e depois regue liberalmente até as folhas secarem. Depois deixe a terra seca, no período de repouso.


Deve ser plantada em grupo para maior impacto visual.
Transplante-a de dois em dois anos em Outubro, usando qualquer terra de boa qualidade para vasos, e deixando a ponta superior do bolbo a descoberto.
Reproduza-a pela remoção de bolbilhos ao transplantar que nascem agarrados ao bolbo principal.
A Beladona foi introduzida no século XVIII para o cultivo na Europa.
O nome de Amaryllis deriva das "Écloga" de Virgílio, do grego αμαρυσσω (em latim amarysso) que significa "brilhar"
O nome "Sogras e noras", aplicado sobretudo no Alentejo em Portugal onde é muito comun, dá-se por estas flores estarem, normalmente, de costas viradas umas para as outras.
Significado: "Silêncio"
In. GREENAWAY, Kate: A Linguagem das flores, Círculo de Leitores, 1977


Planting Amarylles Belladonna Bulbs -- powered by ExpertVillage.com


Fonte: http://maosaterra.blogspot.com

17/02/08

BOLBOS DE OUTONO - CORES E ODORES DE INVERNO

Durante o Outono é a altura apropriada para plantar bolbos que irão dar cor ao jardim no fim do Inverno.
Às vezes até já nem nos lembrávamos de os ter plantado e são assim uma dupla alegria.
Para tirar partido das fragrâncias de alguns destes bolbos de Inverno, devem ser plantados em maciço e em locais elevados como por exemplo em vasos colocados em locais de passagem. Mas atenção que não se devem misturar cheiros diferentes pois o resultado pode ser diferente do esperado...
A versatilidade dos bolbos é tão grande que não é preciso ter jardim para os cultivar. Dão-se bem em terraços, floreiras de janela ou mesmo dentro de casa. Podem-se obter belos vasos com as túlipas, narcisos, jacintos, íris, muscari e outros pequenos bolbos.

Quanto mais original for o vaso escolhido mais espectacular será o resultado. É importante no entanto que o vaso seja furado para uma conveniente drenagem do excesso de água.


Os vasos não precisam de serem muito fundos, basta que apresentem uma altura correspondente a pelo menos duas vezes a altura do bolbo a plantar.
A ponta superior dos bolbos deve ficar ao nível do rebordo do vaso.

Os bolbos devem ser plantados em número ímpar e muito juntos para criar um melhor efeito visual, não devem no entanto tocar-se entre si ou nos bordos do vaso.
O composto a utilizar deverá possuir uma razoavel retenção de água mas é preciso ter cuidado para não encharcar pois pode provocar o apodrecimento dos bolbos.

Para todas as espécies é essencial utilizar bolbos de maior calibre e saudáveis (firmes ao toque e sem manchas), bolbos pequenos podem não florir...
Dentro de casa poderá antecipar a floração. Para isso é necessário fazer passar os bolbos por algumas fases:

Após a plantação dos bolbos é conveniente colocar os vasos num local onde as temperaturas sejam baixas (5-10ºC) durante pelo menos dois meses (fase de enraizamento). Este local deverá ter também alguma obscuridade e imperativamente um bom arejamento. Uma cave ou uma garagem são exemplos de locais onde se podem obter bons resultados.

Durante este período os únicos cuidados necessários consistem na rega para manter a terra sempre húmida, passado esse tempo os vasos podem ser então transferidos progressivamente para condições de plena luz e temperaturas de 18/20ºC (fase de floração).

Nestas condições a floração surgirá cerca de um mês depois. A floração será tanto mais prolongada quanto mais baixa for a temperatura ambiente pelo que é de evitar colocar os vasos perto de aparelhos de aquecimento ou zonas de corrente de ar. Os jacintos podem mesmo ser forçados a florir só em água. Existem no mercado alguns modelos de vasos, geralmente de vidro, especiais para a cultura dos jacintos, que se enchem de água e onde se coloca um único bolbo.
Nestes, a água deve apenas tocar a base do bolbo.
Também os narcisos podem ser cultivados em vasos estanques e cheios de gravilha ou pequenas pedras roladas. Os bolbos são colocados sobre uma camada deste material inerte e o recipiente cheio de água até à base dos bolbos.

Este tipo de cultura muito comum na China é particularmente indicada para os narcisos mas pode aplicar-se a todas as espécies. As fases de enraizamento e floração devem ser seguidas de modo idêntico à cultura em terra. Se este tipo de cultura for iniciado em meados de Setembro é possível ter no fim de Dezembro a casa cheia de cor e agradavelmente perfumada sem preocupações de maior.

12/09/07

TULIPAS - FAMOSAS NA HOLANDA

As Tulipas são para mim dos bolbos mais dificeis de se obter bons resultados, tão belas quanto melindrosas...
Raramente se conseguem ter dentro de casa, acabando por apodrecer e nem chegarem a dar flor mas com cuidados extremos numa varanda a norte é possivel usufruir das suas belas flores que ficam lindas em jarra dentro duma sala fresca, pois têm a particularidade de abrirem com o calor e se manterem mais fechadas com o frio durando assim muito mais.

Não gostam de terra encharcada e uma mistura de terra normal um pouco arenosa (com areia) será a mais indicada.
Os bolbos devem ser colocados em vaso de barro e somente em vaso de barro, pois os de plastico acomulam demasiada humidade e acabam por apodrecer os bolbos... Enterrados sem calcar demasiado até metade de forma que as pontas fiquem visiveis, regar nesta fase bastante de forma a que toda a terra fique encharcada mas que escorra no final, calcando e acondicionando de novo os bolbos e de seguida deve-se colocar nova camada de terra completamente seca de uma forma leve e sem calcar de novo para então cobrir por completo todo o bolbo mas sem o enterrar em demasiada profundidade.
Seguidamente os vasos devem ser colocados num sitio mais ou menos fresco e onde não haja demasiada luz. Há quem os tape com sacos de plastico preto, mas comigo isso nunca resultou bem...
Aí colocados todos os dias deveremos borrifar a camada inicial de terra para que fique sempre com alguma humidade, jamais regar.
Passado algum tempo que irá variar conforme a expecie e variedade comprada, os bolbos começaram a grelar e as pontas verdes a aparecer. Nesta fase, devemos colocar o vaso num recipiente fundo cheio de agua para que essa rega seja feita por baixo e desta forma a terra não seja calcada pelo peso da agua e o vaso colocado de novo no sitio inicial (sombra total) e onde se deverá manter até se vislumbrar a primeira folha (+/- 10cm de altura) continuando com o sistema de rega pulverizada anteriror mas tendo cuidado agora para não tocar em excesso os rebentos que despontam.
Nesta fase em que a planta aparece ao mundo e já tem uma altura convidativa devemos então colocar o vaso á luz mas sem sol direto pois iria queimar os jovens e frageis rebentos deixando que cresca nestas condições o dobro do tamanho sendo que a rega á luz mas sem sol se deverá fazer agora pelo processo normal com agua á temperatura ambiente mas de forma a que nunca fique demasiado encharcada.

Quando atingido o estado de se começar a ver o botão florar a planta deve então ser colocada ao sol onde possa ter alguns minutos diarios do sol fresco da manhã sobre as folhas. È importante que assim seja para que o caule não fique demasiado fino e sem consistencia e a flor possa ganhar as cores verdadeiras. Chegados até este passo, resta-nos desfrutar do espetaculo que é ter um vaso de tulipas que como todos sabemos não estão por aí regularmente nas varandas.

Caso as queiramos recolher como flores e queiramos voltar a utilizar os bolbos para o ano seguinte, o que não aconselho pois o processo é igual, só que com a desvantagem de não haver flores pois as tulipas sem estarem em estufas proprias só florescem de dois em dois anos, será qundo o botão ainda não abriu na totalidade e caso se queira manter os bolbos o corte será cinco centimetros acima da primeira folha que nasceu, caso contrario será rente á terra para se obter o pé maximo.

11/09/07

AMARILIS - O PODER DE UM BOLBO

Correctamente Hippeastrum, a Amarilis produz enormes bolbos que originam flores também muito grandes e vistosas em forma de funil cuja cor varia do branco puro ao vermelho escarlate com algumas variantes matizadas.

Os bolbos podem ser adquiridos nas lojas de plantas, floristas e hipermercados e aparecem em caixas ou sacos de uma única unidade, em alguns casos também se podem adquirir já plantados e no inicio do aparecimento das flores e folhas.
Geralmente estes já plantados são os que colocamos dentro de casa num bonito "cachepot" em cima da mesa ou num canto que precise de cor extra. Não precisam de cuidados extra nesta fase podendo apenas ser regados certificando-nos de que não os deixamos com excesso de agua que poderia apodrecer o bolbo. Caso optemos por os plantar, não os devemos enterrar completamente mas só até metade ou deixando a ponta dos mesmos exposta.

Quando finaliza a floração temos um belo ramalhete de folhas longas que não devem ser cortadas pois a planta precisa delas para alimentar o bolbo e assim no ano seguinte nos voltar a surpreender com as suas magnificas flores. Nesta altura caso possível deveríamos colocar o vaso no exterior e deixar que absorva todos os raios de sol possíveis. O sol activa drasticamente a cor das flores.
Em exterior é uma planta gulosa de sol e de agua podendo deixar-se ficar todo o ano na rua e não voltando a mexer, obviamente que as regas de inverno serão unicamente para que a terra não seque por completo mas mesmo que assim seja não será por isso que ela deixará de voltar a florir no ano seguinte.

Tal como todas as plantas possuidoras de bolbo, existe a necessidade de uma fase de repouso que pode ser natural (em exterior) ou forçada (interior) mas não tem que ser assim também.
Sempre a tive dentro de casa na época de floração que dura algum tempo e depois desta colocava-a numa janela a sul e ia reduzindo ao fim de um mês normal a pouco e pouco a rega ate que acabava por deixar secar o torrão colocando-a depois num armário para a retirar depois na época seguinte quando ela própria se prepara para começar e despontar e recomeçar tudo de novo.

As flores podem ser cortadas e colocadas em jarras mas pelo seu tamanho e peso não têm uma boa colocação na mesma, no entanto devemos ter em conta que o pé não deve ser afogado em agua mas apenas na quantidade necessária e ser mudada todos os dias.
O polen que liberta pode sujar o espaço em volta e por isso algumas pessoas têm o habito de com uma tesoura cortar as pontas do mesmo, de notar que esse processo diminui a duração das flores.

Muitas vezes para se tentar uma nova cor de flor ou mesmo uma flor dobrada, pode fazer-se a polinização directa num processo muito simples de executar...
Com um pincel de maquilhagem ou mesmo com um cotonete de algodão deve retirar-se o pólen (parte masculina) da flor escolhida e colocar sobre a outra flor na parte feminina quando esta estiver pronta para o receber, geralmente este estado é indicado por alguma viscosidade na ponta da mesma, viscosidade essa que fará aderir o pólen.
Para evitar que algum insecto ou mesmo o vento fertilize inadvertidamente as flores escolhidas por nós, ás mesma devem ser retiradas os estames, as partes masculinas que produzem o pólen. Muitos produtores de Amarilis chegam inclusive a colocar um saco de plástico a isolar a flor para terem maior garantia de pureza na experiência.
Passado algum tempo a flor irá morrer e uma transformação acontecerá... A base de cada flor irá inchar bastante em três cápsulas que na altura certa se romperão para mostrar um interior negro, as sementes...
As sementes não são mais do que micro-bolbos embrulhados numa película negra que parece uma folha de papel.
As sementes quando totalmente maduras devem ser "lançadas" á terra  e esperar que brotem. O processo de crescimento é lento e até aparecerem as primeiras flores podem decorrer entre três e cinco anos, mas o resultado do cruzamento pode ser  surpreendente, pois existem inúmeras variedades de forma e cor que ainda não estão comercializadas e somente pertencem aos seus criadores. 
Curiosidade: esta planta também é conhecida pelo povo, com o nome de Noras e Sogras, talvez pelo facto de as flores estarem sempre opostas e de costas umas para as outras...