PLANTAS DE CASA

Formas na versão do utilizador de observar e cuidar de plantas de interior.

Diversos assuntos serão abordados neste blogue destinado a todos os que gostam de plantas e que somente possuem uma pequena varanda ou o espaço interno da casa para as colocar.

De uma forma simples, irei revelando pequenas dicas e conselhos sobre como desfrutar melhor das mesmas pela auto experiencia e observação de resultados de outras pessoas que jamais compraram um livro de plantas ou de jardinagem.

Por todo este blogue é possivel tambem encontrar outros textos relacionados com plantas e links direcionados a outras paginas de grande interesse sobre este assunto, visita-os para informações adicionais!...




EEem.

.
.
Mostrar mensagens com a etiqueta ARVORES. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ARVORES. Mostrar todas as mensagens

24/03/12

ARVORES DE FRUTO EM VASO 1

Flor de Clementina Fina

Esta é a flor de uma pequenina árvore de Clementina que comprei e decidi plantar em vaso. Tenho-a colocada na varanda virada a Sul e vamos ver como se dá...
A Clementina em questão é da variedade Fina e apesar de todos me dizerem que era um erro plantar a árvore em vaso e que ela nada daria em frutos, eu decidi arriscar e fazer a experiência. O facto é que a plantei em no fim de Janeiro (Portugal) e pela altura deste post ela já deu algumas flores, super aromáticas, e parece querer dar algumas clementinas, a ver vamos se os outros tinham razão ou não.

Clementina em flor


Obviamente que não estou á espera que me apresente uma colheita de frutos tal que até os consiga vender, (lol), mas se conseguir meia dúzia já me considero um vitorioso, alem do mais sei que a árvore nunca crescerá ao seu tamanho normal  e ficará como uma árvore miniatura, pelo menos assim espero.

Clementina


Tudo é uma novidade!


Entretanto e talvez impelido pela negatividade dos meus amigos, acabei também por adquirir uma Laranjeira da variedade Newhall, um Damasqueiro na variedade Canino e possuo também um Limoeiro da variedade Eureka que me foi oferecido por uma vizinha.


Tudo foi plantado na mesma altura e tudo está com ar de que veio para ficar; a Laranjeira não tem flores mas deu novos rebentos e o Limoeiro apesar de ter perdido algumas folhas está a encher-se de flores. Já com o Damasqueiro a coisa está mais parada e nem um rebentinho que seja ele me apresentou.
Estranho, porque geralmente ele rebenta na mesma altura do que os Pessegueiros e esses já estão a perder as flores para iniciarem o fruto.


Falando com um "entendido", fui informado que existem muitas variedades de Damascos e nem todos aparecem na mesma altura, talvez o meu seja tardio... Ok, mas nem uma folhinha ainda!? Morto não está que eu já andei a ver e está verdinho até ao ramo mais alto!
Clementina em vaso branco


Os vasos onde plantei as árvores são altos, bem drenados e comportam¨+/- 100 litros de terra, parece-me bem!...

23/11/08

ROMÃNZEIRA


HistóriaSegundo pesquisadores russos, a romãzeira provém do centro do Oriente Próximo, que inclui o interior da Ásia Menor, a Transcaucásia, o Irã e as terras altas do Turcomenistão, junto com outras plantas frutíferas como a figueira, macieira, pereira, marmeleiro, cerejeira, amendoeira, avelaneira e castanheira.

A importância da romã é milenar, aparece nos textos bíblicos, está associada às paixões e à fecundidade. Os gregos consideravam-na como símbolo do amor e da fecundidade. A árvore da romã foi consagrada à deusa Afrodite, pois acreditava-se nos seus poderes afrodisíacos. Para os judeus, a romã é um símbolo religioso com profundo significado no ritual do ano novo quando sempre acreditam que o ano que chega sempre será melhor do que aquele que vai embora.

Quando os judeus chegaram à terra prometida, após abandonarem o Egito, os 12 espias que foram enviados para aquele lugar voltaram carregando romãs e outros frutos como amostras da fertilidade da terra que Jeová (Deus) prometera. Ela estava presente nos jardins do Rei Salomão. Foi cultivada na antiguidade pelos fenícios, gregos e egípcios. Em Roma, a romã era considerada nas cerimônias e nos cultos como símbolo de ordem, riqueza e fecundidade.

Os semitas chamavam-na de “rimmon”, para os árabes era conhecida como “rumman”, e mais tarde, os portugueses a chamaram de romã ou “roman”. Na Idade Média a romã era frequentemente considerada como um fruto cortês e sanguíneo, aparecendo também nos contos e fábulas de muitos países. Os povos árabes salientavam os poderes medicinais dos seus frutos e como alimento. Tanto a planta, como o fruto, têm sido utilizados em residências ou em banquetes pelo efeito decorativo das suas flores e dos seus frutos, além do seu uso como cerca viva e planta ornamental. Segundo uma antiga crença popular, se você levar na carteira três sementes de romã, "dinheiro nunca lhe faltará".
Fruta de eleição para os catolicos na epoca natalicia, especialmente no dia de Reis.


São famosas as romãs da Provença, de Malta, da Espanha, na Itália. O seu cultivo é realizado em mais de 100 países do mundo. Dos países do Mediterrâneo, atravessou o Atlântico e acabou aportando no Brasil. Neste país a planta encontrou todas as condições favoráveis para um crescimento vegetativo, florescimento, frutificação e produção de frutos de primeira qualidade. O seu maior interesse no mundo está no seu cultivo para o consumo como fruta fresca. Também tem a sua aplicação em clínicas especializadas no campo da medicina moderna e para receitas especializadas.

A Espanha é um dos mais importantes países produtores do mundo e o maior produtor e exportador do mercado comum europeu. A Turquia com 60.000 toneladas e a Tunísia com 55.000 toneladas são grandes produtores mundiais, mas nestes dois países existe um sistema de cultivo menos intensivo e menos especializado quando comparado com o cultivo na Espanha e com uma rede de comercialização pouco desenvolvida, com apenas 2 a 7% de exportação da sua produção total.

Tradicionalmente o Reino Unido tem sido o principal comprador de romã da Espanha e os seus frutos destinam-se fundamentalmente para o seu consumo ao natural, especialmente nas zonas de mineração da Inglaterra, devido às suas propriedades benéficas frente à contaminação de metais pesados.

Entre os principais países importadores estava em primeiro lugar a Inglaterra que absorvia os frutos de calibres pequenos, em segundo lugar, a França que queria os frutos de grande calibre e em terceiro lugar a Itália que nos últimos anos estava aumentando muito a quantidade importada de romãs da Espanha. Em quarta posição encontram-se os países árabes que aceitavam frutos de qualidade um pouco inferior e que representam uma grande importância para a Espanha para poder descongestionar bastante o resto dos mercados e evitar uma oferta excessiva de frutos.


----------------------------------------------------------
Nome Científico: Punica granatum
Nome Popular: Romãzeira, romã, romeira
Família: Lythraceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Oriente Médio
Ciclo de Vida: Perene
A importância da romã é milenar, ela aparece nos textos bíblicos e os gregos a consideravam como símbolo do amor e da fecundidade.

É uma arvoreta que atinge de 2 a 5 m, de tronco acinzentado e ramos avermelhadas quando novos. Pode ter a forma de pequena arvore ou de arbusto, muitas vezes é podada em formas redondas ou ovais e adornar assim os jardins, tambem é comum em sebes de estatura média. A romãzeira adapta-se desde os climas tropicais e subtropicais aos temperados e mediterrânicos. As flores da romazeira são vermelho-alaranjadas e simples, ocorrendo variedades de flores dobradas como a "Legrellei",tambem existem exemplares de flores matizadas de branco, simples e dobradas. Os frutos são esféricos, com casca coriácea e grossa, amarela ou avermelhada manchada de escuro.

A sua popularidade no paisagismo tem aumentado muito nos últimos tempos. A utilização da romazeira é usual em jardins de estilo mediterrâneo e é crescente seu cultivo em vasos, adaptando-se aos jardins em varandas e pequenos espaços. A variedade "Nana" (Mini-romazeira) é a mais apropriada para esta utilização.
Tambem se presta ao cultivo em bonsai.

Pode ser cultivada em grande variedade de solos, preferindo os profundos, sempre sob sol pleno. Rústica, tolera moderadamente a salinidade, as secas e o encharcamento. Resiste às temperaturas baixas de inverno e é sensível às geadas tardias de primavera. Multiplica-se por sementes e tambem por estacas de ponta.


Medicinal
Indicações: Afecções da boca, olhos e pele, amigdalites, cólicas intestinais, envelhecimento, doenças cardíacas.

Propriedades: Anti-séptico, antiinflamatório, antioxidante, adstringente, diurético.

Partes usadas: Frutos, casca dos frutos e das raízes, folhas.

Colaborador: Christiane Calderan


--------------------------------------------------
A romãzeira ( Punica granatum, L.), é uma planta de muitas utilidades, seja para a produção de frutos ou como ornamental em parques e jardins.
É também uma planta de atributos medicinais da qual se utilizam suas folhas, casca da raiz e dos frutos. É um arbusto ereto, que atinge de 2 a 5 m, muito ramoso, de casca avermelhada nos ramos novos, que adquirem coloração acinzentada nos ramos maiores e no tronco. A romãzeira pode se adaptar a qualquer tipo de clima, embora prefira um clima mais ameno, em zonas muito ventosas a frutificação será bastante penalizada pela excessiva queda das flores. Deve-se tomar cuidado nas regiões em que o clima é húmido, pois ele pode aumentar os fungos nas cascas da fruta.

Perde as folhas no inverno e recupera-as na primavera...

Cultivo
Solo: Rico em matéria orgânica. Quando plantada em vaso, a mistura de solo recomendada é de 1 parte de terra comum para jardim, 1 parte de terra vegetal, e, 2 partes de composto orgânico.

Propagação: Através de sementes e estacas de ponta em estufas. Em geral, as sementes de frutos grandes e de polpa bem avermelhada são usadas na produção de mudas de romãzeiras (Punica granatum L.).
A romanzeira costuma lançar na base do tronco varias estacas/pernadas bem junto á terra. Algumas, por contacto com a mesma, possuem raizes e podem ser utilizadas como estacas individuais.


 Época de plantio: A época de chuvas, que se inicia a partir da primavera, é considerada ideal para o plantio da romã, fruta originária da Pérsia.

Cova: 60 cm x 40 cm ( você vai precisar de um vaso com aproximadamente estas dimensões, para que a planta possa se desenvolver ).

Adubação na cova: Para plantar romã, deve-se fazer uma adubação com esterco de curral, farinha de osso e superfosfato simples, que serve para ajudar a planta a desenvolver a raiz.

Adubação na manutenção: A adubação de outono se torna a mais importante para incentivar a romã a produzir flores na primavera. Lembre-se que não devemos adubar plantas em floração. Os adubos mais indicados são os ricos em Fósforo ( P ), podendo ser adubos líquidos por via foliar ou sólidos na terra. Como sugestão, escolha traços de proporção de N-P-K ( Nitrogênio – Fósforo – Potássio ) na ordem de 04-14-08. Não esqueça que no mínimo uma vez por ano é necessário a Adubação com micro nutrientes ( Ca {Cálcio}, Mg {Magnésio}, S {Enxofre}, B {Boro}, Cl, Cu, Co, Fe....).

Manutenção:Caso se pretenda obter uma arvore, todos os despontares na base do tronco principal devem ser arrancados. Caso se pretenda um arbusto, devem ser as pontas cortadas para que a romãnzeira se ramifique bastante e se consiga dar a forma desejada.
Melhor época para a adubação na manutenção: Outono.

Iluminação: Pleno sol. Precisando de no mínimo, 4 horas de sol direto, todos os dias.

Início da produção: de dois a três anos após o plantio.

Duração da produção: acima de 15 anos. Produção p/ planta: acima de 30 frutos.

Época da colheita: A colheita da romã, dependendo da variedade, é realizada desde o final do verão até ao inicio do inverno.

Rega: Como a maioria das plantas frutíferas, a Romã é uma planta com consumo elevado de água, mas com a particularidade de não gostar de solos muito encharcados. Quando regarmos deveremos fazer com abundância . Humidade constante no tronco e raízes favorece o surgimento de fungos ( Pó Branco ), estes podem até ocasionar a morte se não forem tratados. Para evitar problemas com muita humidade é aconselhável molhar a terra da romã somente quando esta já estiver com a superfície ligeiramente seca. Outra maneira de se evitar estes fungos é a de usar uma mistura de solo arenosa. Para favorecer a floração deveremos deixar o solo mais para seco na primavera.

Doenças e Pragas mais comuns: Além dos fungos, por isso a moderação nas regas, ataques de mosca branca, pulgão ou cochinilhas podem ser tratados facilmente com inseticida para plantas ornamentais.


11/09/07

BONSAI - A ARVORE MINIATURA

O BONSAI é uma arvore em miniatura e como tal assim deve ser tratada...

Não deve ser colocada no interior das casas e só em condições muito especiais poderá sobreviver dentro das mesmas.

Em geral as "Bonsai" que encontramos á venda em Hipermercados ou vulgares floristas, estão preparadas para uma sentença que poderá durar uma estação, acabando muitas delas por morrer ali mesmo no local de venda... Por este motivo e não só, não aconselho a sua compra como planta de casa porque efectivamente não é uma planta de casa, no entanto numa varanda aberta e com colocação norte no verão e sul com devida proteção no inverno, poderá dar frutos positivos durante largos anos.

Casos em que não seja possivel recorrer a esta exposição norte/sul, devemos ter em conta que quando colocada a sul no verão a arvore BONSAI se desidrata mais rapidamente e nunca deve estar exposta ao sol pleno mas protegida por alguma sombra que não lhe retire a luz. Colocada a norte alguns minutos de sol direto não farão mal algum, pelo contrario...

Para podermos tentar perceber onde está o norte e o sul nas nossas casas, basta ter atenção onde nasce o sol e será desse lado que encontraremos o norte, por volta do meio dia o sol estará já alto e a caminho do sul, por segurança teremos em conta essa hora como sul.

Agua de nascente á temperatura ambiente será o ideal para a rega no entanto é possivel a utilização de agua de torneira desde que seja recolhida na vespera e tenha tempo de repouso para poder libertar parte do cloro que tão prejudicial é á arvore BONSAI tendo no entanto cuidado de nunca deixar secar o torrão de terra e nunca o encharcar demasiado.

Sou adepto de não regar esporadicamente e em grande quantidade mas de todos os dias no verão colocar agua mas em pouquissima quantidade, tambem no verão as pulverizações de agua na mesma condição de rega (á temperatura ambiente) sobre as folhas devem ser frequentes.

Nunca regar durante o calor maximo ou quando a arvore está exposta ao sol pleno, tambem nunca regar durante as noites mais humidas pois o excesso de humidade pode provocar o aparecimento de virus e suas consequencias; a melhor altura será pela fresca da manhã onde a arvore poderá abosorver a agua e todo o excesso será eliminado ao longo do dia quente.

A arvore BONSAI não é uma planta por assim dizer, é uma arvore em miniatura e requer tratamentos basicos mas precisos, atenções e cuidados diarios não comuns ao resto das plantinhas... Ter em conta que a falha de um dia pode ser o inicio da morte da mesma mas com a atenção devida podem ser visiveis apesar de lentos os resultados para orgulho de alguns e admiração de outros.