Falarmos de violetas, violetas-africanas ou violetas-do-cabo, não ás verdadeiras e delicadas violetas dos perfumistas e floristas mais selectivas, não podemos deixar de nos referir ao seu nome comercial, a Saintpáulia, tão apreciadas pelas suas flores abundantes e coloridas, que são talvez as plantas de interior mais conhecidas.
Das mais de vinte espécies integradas neste género, apenas algumas interessam ao jardineiro de plantas de interior, que provavelmente prefere as variedades e híbridos mais modernos e espectaculares.
Todas as saintpáulias têm raizes curtas e um pequeno caule rematado por uma roseta de folhas, ou um caule rastejante e ramificado com folhas alternas. As folhas da espécie são geralmente redondas ou ovadas, de um verde médio na parte superior, verde-claro na inferior. Os pés são carnudos e verde claros.
Todas as saintpáulias têm raizes curtas e um pequeno caule rematado por uma roseta de folhas, ou um caule rastejante e ramificado com folhas alternas. As folhas da espécie são geralmente redondas ou ovadas, de um verde médio na parte superior, verde-claro na inferior. Os pés são carnudos e verde claros.
Embora as flores da espécie original sejam singelas, têm apenas uma camada de pétalas, algumas das variedades e alguns dos híbridos possuem numerosas camadas de pétalas.
As flores apresentam cores variadas desde o branco a vários tons de azul, roxo, cor-de-rosa e vermelho. No centro da flor notam-se bem umas minúsculas, lindas e douradas bolsas de pólen - os estames.
Cultivadas em condições apropriadas, estas plantas continuarão a crescer e a florir durante todo o ano. No entanto, o tamanho das flores e das folhas nem sempre é previsível, já que o aspecto das variedades e dos híbridos depende frequentemente das condições em que os mesmos são cultivados.
Durante todo o ano exponha estas plantas a luz forte, mas não a sol directo. Duas ou três horas diárias de sol velado beneficiarão as saintpáulias.
Estas desenvolvem-se bem tambem sob luz artificial. Se expostas a luz adequada e satisfeitas outras condições necessárias, estas plantas florirão continuamente.
Estas plantas desenvolvem-se maravilhosamente em temperaturas mais quentes e é sempre indispensável um elevado grau de humidade; coloque os vasos em tabuleiros com seixos molhados com agua que se vai substituindo com a evaporação da mesma pois as violetas não devem nunca ser borrifadas com nada.
Regue moderadamente estas plantas, o suficiente para humedecer a mistura a cada rega, mas deixando secar a camada superior de 1cm antes de regar de novo. Se a temperatura ambiente descer abaixo de 16ºC por mais de um dia ou dois, reduza a frequência das regas, deixando secar a camada superior de 2,5cm antes de voltar a regar. Um excesso de rega em qualquer altura pode provocar apodrecimento das raízes das violetas e deve ter-se o cuidado de evitar molhar as folhas que poderão provocar apodrecimentos tambem.
Use como terra uma mistura composta por partes iguais de turfa de musgo e terra normal e dê preferencia a vasos de barro. Plante as saintpáulias em forma de roseta em vasos ou outros recipientes baixos.
Para calcular o tamanho conveniente do recipiente, meça o diâmetro da roseta e escolha um recipiente com o diâmetro de cerca de um terço do da planta.
As saintpáulias dão-se melhor quando um pouco apertadas nos vasos. Reenvase estas plantas em recipientes um pouco maiores só dois meses depois das raízes terem enchido os recipientes em que se encontram.
Pode realizar esta operação em qualquer estação desde que não faça muito frio. Ao reenvasar, é aconselhável retirar o circulo exterior das folhas se os pés das folhas tiverem sido danificados por terem estado comprimidos contra a borda do vaso.
Retire cada pé com um puxão rápido para o lado; não os corte. É importante retirar o pé todo, pois qualquer coto que fique pode apodrecer e contagiar o caule principal...
O método mais indicado para propagar as saintpáulias consiste em enraizar individualmente as folhas que produzirão novas plantas.
Retire uma folha com o pé total que esteja bem saudavel e deixe-a secar um dia ao ar para que cicatrize o corte, coloque-a depois num copo com a agua suficiente para lhe molhar o pé e deixe-a ficar assim até que ganhe raizes.
Toda a agua evaporada ou consumida deve ser reposta.
Dependendo das condições de calor e luz (nunca ao sol) ela irá criar raizes aí...
Quando já tiver uma quantidade de raizes boa, deve colocar a folha num vaso pequeno com terra muito leve e que será regado todos os dias até aparecerem as folhas que iram formar nova planta.
Quando as novas plantas atingirem uma altura de 4-5cm, retire-as com cuidado da folha-mãe e coloque-as em vasos individuais ou no caso de ter colocado uma folha por vaso deixar assim mesmo. A partir de então, trate-as como plantas adultas.
Ter em conta que as violetas são extremamente susceptíveis de serem atacadas por afídios, ácaros, cochonilhas e cochonilhas das raízes, para evitar a infestação de um conjunto destas plantas, isole sempre cada planta recentemente adquirida durante pelo menos um mês se o locar de compra não oferecer garantias de qualidade.
Neste espaço de tempo poderá tratar convenientemente qualquer praga que infeste a nova planta.
As folhas mais peludas de algumas especies de violeta têm propenção a criar pós e a atrair sujidades, limpe-as utilizando um pincel pequeno e macio como se duma vassoura se tratasse

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